Sexta-feira, Julho 04, 2008

C’est toujours l’hiver dans le fond de mon coeur!


Insone!!!

Sua intensidade, sua graça mudara a maré em mim.
E nenhuma força lunar pôde reverter;
Uma noite cega: ou coisa pior!
Um descuido que me faz sentir deprimido.
Enquanto isso, insone, busco o ar.
Penso que vi meu futuro traçado na areia.
Uma tarde como permanência.
Como entalho na carne, como a morte.
E peço por um esquecimento tão profundo.
Que termine em transformação.
Apenas a aurora pode me salvar.
Que encha essa assombrosa casa do sono, da solidão e das lágrimas, de luz.
E que espante os fantasmas e sossegue meu coração demasiado pequeno e aflito.
Esses fantasmas que a noite avisa...
Outra vida é tudo que preciso para traçar os segredos guardados em mim.
Intensidade de sofrer e acabar de vez com a mágoa que arrasto em mim e por mais que eu tente ameaça nunca mais me deixar viver!!!
Brasília/DF, 24/5/2007

Calma Turbulência!!!


Ninguém venha me dar vida

Ninguém venha me dar vida
Que estou morrendo de amor
Que estou feliz de morrer
Que não tenho mal nem dor
Que estou de sonho ferido
Que não me quero curar
Que estou deixando de ser
E não quero me encontrar
Que estou dentro de um navio
Que sei que vai naufragar
Já não falo e ainda sorrio
Porque está perto de mim
O dono verde do mar
Que busquei desde o começo
E estava apenas no fim
Corações, por que chorais?
Preparai meu arremesso
Para as águas e os corais
Fim ditoso, hora feliz:
Guardai meu amor sem preço
Que só quis quem não me quis.
(Cecília Meireles)