Quinta-feira, Junho 01, 2006

Um esqueleto cantando a canção da morte

Um esqueleto cantando a canção da morte

Olhando para o passado.

Lembrei-me da dança da morte que dividimos sobre as estrelas da tristeza.

Por um momento colei meu corpo no teu e tive tudo.

Bebi teu sangue...

E o meu mundo caiu.

Fragmentos de uma alma louca pairaram no ar.

Onde está o meu lado que pode amar.

Apodreceu de tanto sofrer.

Apodreceu até a morte.

Na cidade nua, fria, silenciosa.

Ouço vozes insanas que me dizem.

Ame o garoto que segura a faca.

Ele te mostrará o outro lado do amor.

Aquele que fere e sangra,

Que corrompe a alma,

Dilacera e arranca a pele da alma,

Ele te lançará na escuridão perpétua,

Onde habitam criaturas que não sabem amar.

E neste fim medonho de angústias infinitas eu poderia ter perdido toda esta dor, mas eu teria que ter perdido a dança...

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