Quinta-feira, Junho 01, 2006

Porta estreita

Porta estreita


Da sombra que vivo,

Alimento-me,

Do sono profundo,

Louco e aterrador,

Busco teu nome.

Anseio a morte,

Por não te ter.

E diante dessa angústia,

Que me alucina,

Tenho-te perto dos olhos,

E para sempre longe do meu coração.

Diante do vácuo que me alucina,

O mais difícil é suportar

O vazio do porta retrato.

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