Sexta-feira, Junho 02, 2006

Meu nome

Meu Nome

De ampulheta na mão

Com seu vestido negro

Montada no vento

E perfume de escuridão

Chega a noite

Batidas insistentes

Em minha janela

Calma

Em coma

Silenciosa

As horas

Se levantam

A solidão

Bate a porta

De meu peito

Estático

Pálido

Tácito

Remorsos

De uma vida inteira

Aos pedaços

Repouso sobre

O vazio de você

Meu sangue

Grita teu nome

Por onde passo

Tudo perde

A vida

Se esvai

As pedras

Mudam de lugar

Não há caminho

Só escuridão

E os restos de

Tua presença