Horas Mortas
Horas Mortas
Com seu vestido branco
E perfume de morte
Passeia a agonia
Pelas estreitas ruas
De minha vida
Com seu vestido negro
E perfume de passado
Passeia a angústia
Pelas estreitas ruas
Do meu penar
No caminho as duas
Encontram-se
Despem-se
E de mãos dadas
Ficam como loucas
A olhar o mar
Nesse dia a terra parou
No céu não havia estrelas
Nem luar
Esse foi o dia em que meu corpo
Desceu ao mar
Enquanto a vida
Me deixava
Pensei ter visto
Teu rosto
Sentido
Teu afago
Mas
Eu não podia mais
Voltar


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