Sexta-feira, Junho 02, 2006

Horas Mortas

Horas Mortas


Com seu vestido branco

E perfume de morte

Passeia a agonia

Pelas estreitas ruas

De minha vida

Com seu vestido negro

E perfume de passado

Passeia a angústia

Pelas estreitas ruas

Do meu penar

No caminho as duas

Encontram-se

Despem-se

E de mãos dadas

Ficam como loucas

A olhar o mar

Nesse dia a terra parou

No céu não havia estrelas

Nem luar

Esse foi o dia em que meu corpo

Desceu ao mar

Enquanto a vida

Me deixava

Pensei ter visto

Teu rosto

Sentido

Teu afago

Mas

Eu não podia mais

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