Sexta-feira, Junho 02, 2006

Desertos

Desertos


Sou uma estátua de gelo

Frio

Quarto

Solidão

Chega à noite

Tenho desertos

Dentro de mim

Não há sangue

Em minhas veias

Só imensidão

Chove dentro de mim

Transbordo

Perco a calma

A alma

O silêncio

Me atordoa

Imagens desfiguradas

Saltam de meus olhos

Amanhece

Tenho oceanos

Dentro de mim

Tempestades

Violentas ondas

Novamente

Adentra a noite

Tenho desertos

Dentro de mim

Vagueio

Deliro

E na insistente

Vida que arrasto

Escrevo com meu sangue

O teu nome

E assim deixo a vida

E te digo adeus

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