Sexta-feira, Junho 02, 2006

Bocas Desunidas

Bocas Desunidas


Não consigo ir nem voltar

Seguro as emoções dos acontecimentos

Como estações que se abrem para mim

Há um desespero agudo

Atrás de cada porta

Que suprime o passar dos segundos

Procuro uma forma diferente de morrer

Acabar com tudo que carrego em mim

Sentar-me-ei sobre a noite escura

Alma já não possuo

Palavras é o que me restam

E quando o fim chegar

De mim só restará a boca

Numa espera aterradora

Da ausência de teus beijos

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