Que eu não sinta o meu coração
Manchado de solidão
Meu coração adormeceu.
O amor em mim existente apodreceu diante de uma espera angustiante em busca de alguém que nunca veio.
E quando veio não me amou,
Me abominou.
E nesta passagem medonha, demônios se levantem e arrastem em si fragmentos de loucura insana.
Que ecoem no vácuo aterrador e cuspam palavras de fogo em tua cara maldita.
Morras então a sofrer e a chorar.
Diante desta dor que viestes a me causar.
Que abra-se o chão a ferver e saíam todos os demônios do sétimo livro e arranquem de ti o último sopro de vida que te restar.
E clamando ao poder dos desesperados que apodreceram na espera de amar.
Tu acordarás do sono da morte negra.
E no aterrador sarcófago do teu caixão criaturas esguias com olhos a sangrar te farão companhia por toda a eternidade.
Para não sofrer e de dentro de mim te assassinar.
Rogo a maldição dos amores insanos.
QUE EU JÁ NÃO SINTA O MEU CORAÇÃO...

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