Sexta-feira, Maio 26, 2006

Que eu não sinta o meu coração

Que eu não sinta o meu coração


Manchado de solidão

Meu coração adormeceu.

O amor em mim existente apodreceu diante de uma espera angustiante em busca de alguém que nunca veio.

E quando veio não me amou,

Me abominou.

E nesta passagem medonha, demônios se levantem e arrastem em si fragmentos de loucura insana.

Que ecoem no vácuo aterrador e cuspam palavras de fogo em tua cara maldita.

Morras então a sofrer e a chorar.

Diante desta dor que viestes a me causar.

Que abra-se o chão a ferver e saíam todos os demônios do sétimo livro e arranquem de ti o último sopro de vida que te restar.

E clamando ao poder dos desesperados que apodreceram na espera de amar.

Tu acordarás do sono da morte negra.

E no aterrador sarcófago do teu caixão criaturas esguias com olhos a sangrar te farão companhia por toda a eternidade.

Para não sofrer e de dentro de mim te assassinar.

Rogo a maldição dos amores insanos.

QUE EU JÁ NÃO SINTA O MEU CORAÇÃO...

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