Quarta-feira, Maio 31, 2006

O quarto

O quarto

A morte mora em meu quarto,

Disfarçada em solidão.

E destes cantos vazios de ti,

Espreito o estreito de meu recanto,

Onde acalento o espanto a procura do rumo,

Que me fez perder o prumo do desejado esperar.

A tristeza mora em meu quarto,

Disfarçada em lágrimas.

Que escorrem das paredes,

Acompanhado o meu triste sofrer.

A solidão mora em meu quarto,

Disfarçada em imensidão.

Dorme comigo, vela meu sono,

E passeia em meus sonhos ausentes de ti.

A tua ausência mora em meu quarto,

Disfarçada em maldição.

Tira-me a calma, me enlouquece a alma,

Destes dias tediosos sem ti.

A saudade mora em meu quarto,

Sem disfarces a me olhar.

E ninguém é capaz de sentir,

A dor que arrasto escondida em mim.

E hoje não sei mais quem sou.

Sigo arrastando sofrimento, angústia e dor.

Além de tua maldita presença que em meu peito o teu amor cicatrizou...